segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Cientistas temem que pesquisas genéticas criem macacos falantes

A Academia de Ciências Médicas do Reino Unido está pedindo ao governo que estipule regras mais estritas paras as pesquisas genéticas envolvendo animais. O grupo teme que experimentos envolvendo transplante de células acabem criando anomalias, como macacos com a capacidade de pensar e falar como os humanos.
O alerta ressalta o debate da questão dos limites da pesquisa científica. Um dos autores do relatório, o professor Christopher Shaw, do King's College de Londres, diz que tais estudos "são extraordinariamente importantes".
A academia ressalta ainda que não é contrária a experimentos que envolvam, por exemplo, o implante de células e tecidos humanos em animais.
Estudos atuais, por exemplo, transplantam células cancerígenas em ratos a fim de testar novas drogas contra o avanço da doença.
A academia defende, no entanto, que com o avanço das técnicas estão surgindo novos temas que precisam ser urgentemente regulados.


AVANÇO

Os avanços científicos atuais já permitem a criação de ratos com lesões similares às causadas por um derrame cerebral, para que sejam depois injetadas células tronco humanas, a fim de corrigir os danos.
Outro estudo com implante de um cromossomo humano no genoma de ratos com síndrome de Down também foi essencial para a compreensão da doença.
Apesar de a maioria dos experimentos ser feita com ratos, os cientistas estão particularmente preocupados com os testes em macacos.
No Reino Unido são proibidas as investigações com macacos de grande porte como gorilas, chipanzés e orangotango. Em outros países, como os Estados Unidos, são liberadas.
"O que tememos é que se comece a introduzir um grande número de células cerebrais humanas no cérebro de primatas e que isso, de repente, faça com os que os primatas adquiram algumas das capacidades que se consideram exclusivamente humanas, como a linguagem", diz o professor Thomas Baldwin, outro membro da academia.
"Estas são possibilidades muito exploradas na ficção, mas precisamos começar a pensar nelas", diz.

ÁREAS DELICADAS

O relatório indica três áreas particulamente "delicadas" na pesquisa com animais: a cognitiva, a de reprodução e a criação de características visuais que se percebam como humanas.
"Uma questão fundamental é se o fato de povoar o cérebro de um animal com células humanas pode resultar em um animal com capacidade cognitiva humana, a consciência, por exemplo", diz o relatório.
O professor Martin Bobrow, principal autor do relatório, sugere o que chama de "prova do grande símio": se um macaco que recebeu material genético humano começa a adquirir capacidades similares a de um chimpanzé, é hora de frear os experimentos.
Na área de reprodução, recomenda-se que embriões animais produzidos a partir de óvulos ou esperma humano não se desenvolvam além de um período de 14 dias.
O campo mais polêmico é o de animais com características "singularmente humanas", os experimentos que o relatório chama de "tipo Frankestein, com animais humanizados".
Segundo o relatório, "criar características como a linguagem ou a aparência humana nos amimais, como forma facial ou a textura da pele, levanta questões éticas muito fortes".

Fonte: BBC Brasil / Folha de São Paulo

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Cientistas revelam imagens de fetos de animais ainda em gestação

Especialistas apresentaram na National Geographic imagens de animais ainda como embriões. A forma é bem semelhante a de um humano no período de gestação.
 
Diversos animais foram mostrados: cachorro, golfinho, pinguim e elefante estão na lista. O paquiderme, inclusive, aparece na imagem após 12 meses no útero da mãe - a gestação de um elefante é de 22 meses.

 
 
 
 
 
 
Esta criação foi feita através de uma combinação de exames de ultrassom, computação gráfica e pequenas câmeras para criar o documentário.
 
Diante disso, os modelos foram criados e desenvolvidos por cientistas para mostrar o desenvolvimento dos animais, desde a formação até o nascimento.
 

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Você sabia que existe concurso para customização de pelo de camelos?

O fotógrafo Osakabe Yasuo estava na Índia no período em que é realizado o festival do camelo. É uma espécie de festa onde se apresentam vários grupos folclóricos, de dança e camelos estilizados.
Yasuo diz que a arte de estilizar os pelos de camelos começa três anos antes do resultado final. Durante os dois primeiros anos, o pelo é cultivado, aparado e preparado. Logo depois, próximo às competições, o pelo ganha formatos e cores para garantir o prêmio. As fotos que você vê a seguir mostram o resultado de alguns animais.






Fonte: obutecodanet.com.br

terça-feira, 10 de julho de 2012

Conviver com cães evita infecções em bebês

Passar o dia ao lado de um animal ajuda no fortalecimento do sistema imunológico, diz estudo


As crianças que convivem com cães têm menos chances de apresentar alguns tipos de infecções nos ouvidos ou problemas respiratórios do que aquelas que não têm bichos de estimação, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira (9).

O estudo, publicado na revista americana Pediatrics, não especifica os motivos do resultado, mas sugere que ficar perto de um cachorro que passa parte de seu dia ao ar livre fortaleceria o sistema imunológico da criança em seu primeiro ano de vida.

Os gatos também ofereceriam este tipo de proteção para os bebês, mas o efeito seria menor do que com os cães.

O estudo incluiu 397 crianças, com entre nove e 52 semanas, na Finlândia. Durante um ano, elas foram levadas pelos pais para análises de sua saúde.

A conclusão dos médicos foi de que os bebês que convivem com gatos ou cães têm 30% menos chances de apresentar sintomas de infecções respiratórias - que incluem tosse, rinite e febre -, enquanto quase metade provavelmente não sofrerá infecções de ouvido.

"As crianças que tiveram contato com cães e gatos em casa ficaram significativamente mais saudáveis durante o período de estudo", destacam os médicos do Hospital Universitário Kuopio na Finlândia.

A diferença mais notória foi observada entre as crianças que convivem com um cachorro dentro de casa por seis horas ao dia, contra aquelas que não têm bichos de estimação ou os colocam para fora de casa.

"Apresentamos uma evidência preliminar de que ter um cão pode ser benéfico contra infecções no trato respiratório durante o primeiro ano de vida", destaca o estudo.

"Consideramos que o contato com animais ajudaria a amadurecer o sistema imunológico, levando a uma resposta imunológica mais tranquila e a uma breve duração das infecções", destaca.

O resultado foi significativo, inclusive depois que os cientistas descartaram outros fatores influentes, como não ter sido amamentado, ficar em creche, ser criado por fumantes ou por pais com asma, ou conviver com outras crianças.

Além de ter menos infecções nos ouvidos e infecções respiratórias, os bebês que vivem com cães tendem a precisar de menos tratamentos com antibióticos na comparação com aqueles que vivem em casas sem mascotes.

Estudos anteriores demonstraram resultados diversos, desde aqueles que apontaram que ter bichos de estimação não representa nenhum benefício às crianças até os que afirmam que o contato com animais ofereceria proteção contra resfriados e doenças estomacais.

Mas os autores do estudo na Finlândia destacam que sua análise se diferencia por ter concentrado exclusivamente o primeiro ano de vida e não inclui a presença de outras crianças.

Fonte: AFP |

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Cães e gatos 'rejeitados' ganham feira de adoção em São Paulo

O CCZ (Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo) vai realizar neste sábado (23) uma feira de adoção para tentar encontrar donos para animais que geralmente são menos procurados no momento da adoção, como os com deficiência física, deficiência visual, de pelagem preta ou idosos.

A feira acontecerá das 10h às 16h no Centro de Controle de Zoonoses que fica na rua Santa Eulália, em Santana, na zona norte de São Paulo. Além dos animais especiais, mais de 300 cães e 100 gatos, adultos e filhotes, estarão disponíveis para adoção.


De acordo com o CCZ, animais com deficiência, idosos ou sem raça definida costumam ficar longos período no centro. Todos os cães e gatos colocados para serem adotados são vacinados, castrados, microchipados, tratados contra pulga e carrapato e vermifugados.



Para adotar um animal a pessoa deve ter mais de 18 anos, levar RG, CPF, comprovante de residência e pagar a taxa pública de adoção no valor de R$ 16,20 por animal adotado. Também é necessário levar coleira e guia para adotar cães e uma caixa de transporte para os gatos.

Durante a feira, uma quadrilha com cães vestidos a caráter e um espaço para as crianças, com brincadeiras, contadores de história e pinturas.